FOLHA - Como é seu dia?
VERA FISCHER - Eu acordo 11h30, meio-dia. Vou para a piscina, tomo sol, fico lagarteando lá um tempão. Aí eu desço, como, leio livro, vejo filme de DVD, escrevo um pouco, pinto. Vou para o meu sítio, curto meu cachorro, minhas orquídeas.
O catador de latas estava de olho nas sandálias de uma família que saiu para caminhar. Viu as sandálias ali, pensou em ficar com elas e tirou uma conclusão precipitada e veio nos contar, buscando nossa conivência, já que éramos testemunhas oculares.
O tiozinho chegou e disse que a família tinha pegado nojo das sandálias, abandonando-as ali e que sairiam para comprar outras.
Não me pergunte como foi que ele elaborou esta história de nojo, não faço idéia.
Só sei que na primeira tentativa de caminhar começou a chover.
Está chovendo agora.
Na praia também estava sendo montado um auditório com cadeiras, um altar e uma tenda enorme onde haverá uma festa. Fiquei intrigada porque o casamento do meu amigo é aqui mas é na igrejinha e a festa é na casa dele e não na areia.
Meu marido então disse que só podia ser, porque seria muita coincidência numa praia tão pequena haver dois casamentos na mesma noite.
A coincidência era maior do que isso. Fui perguntar. A mulher do buffet me disse que serão cinco casamentos aqui na praia esta noite.
O IBGE prova. Dezembro e não maio, é o mes em que há mais casamentos. Por causa do 13o.
Até mais.
- Ele sonhava como um careta mas agia como um maluco.
Esse Globo Repórter é a pior coisa que já vi na Globo. Insuportável. Narração ruim, texto péssimo,uma babaquice sem fim.
Tirei o som e fiquei navegando.
Na capa do UOL, uma foto incompreensível. Eu achei a pose muito deselegante.
Deve ser o cansaço.
Servido?

É o ano do Rato.
David Letterman está barbudo. A foto é recente e está no site do NYPost, com data de hoje.(Aqui, um adendo simpático: normalmente o blog é que tem um post mas, no caso, o NYPost é que tem um blog. )A nota sobre Letterman comenta que todos os apresentadores de talk-shows americanos estão conversando para que voltem ao ar no mesmo dia, antes do término da greve de roteiristas. Os programas não querem entrar em conflito com o poderoso sindicado dos roteiristas, nem com os telespectadores. Dois shows que boicotaram a greve, Ellen DeGeneres e Carson Daly, foram vilanizados. Mas, segundo os apresentadores, chega um momento em que é preciso ponderar que a greve pode se extender mais do que o esperado, portanto, é preciso encontrar uma forma de voltar ao ar.O prejuízo, é imenso. Você pode seguir os grevistas no twitter.
Sinto que falta meia faísca para acionar o gatilho da bomba de Cerqueira César.
É muita pressão, muito trabalho, muita encheção, muita confusão que vai desencadear uma explosão.
Felizmente, jogando água fria na cabeça a gente consegue baixar um pouco a temperatura e, assim, a pressão da panela, mesmo estando entupida até a tampa.
Desculpe a sinceridade mas foi mais ou menos um ano de merda com alguns hiatos para alegrias estatísticas.
Não vejo a hora de 2007 acabar.
Sabe, 2 com 7, 9 e noves fora, zero.
19h às 23h acontece o lançamento do RadarCultura (www.radarcultura.com.br). O encontro acontece na esquina da av. Dr. Arnaldo com rua Heitor Penteado.
Para confirmar sua presença ou conseguir um convite, entre em contato com Tatiana Ferraz pelo e-mail ass.imp@tvcultura.com.br ou através dos telefones (11) 2182-3267/ 3268 / 3282, na assessoria de imprensa da TV Cultura.
Eu vou.

Incrível.
Daniel Z me contou.
Fui ver no Orkut.
E está lá. Uma garota tirou uma foto de si mesma no espelho e não viu que ao fundo, sua mãe estava no banheiro, no vaso, sem roupa.
A mãe apareceu na foto.
E a foto se espalhou pelo Orkut, pela Internet. É constrangedor mas também é didático.
Em se tratando de publicação, todo cuidado é pouco. Depois que você publicou, foi. Como palavras ao vento, como perfume evaporado. Não dá mais pra capturar. Link da foto original, com todo respeito. E minha solidariedade para a mãe e para a filha. Cagar é humano, em todos os sentidos. Eu encarei tudo com a naturalidade de uma índia, talvez seja uma boa postura. Em 2008 vou estudar isto, o limite entre o público e o privado. E em termos de cruzamento da linha privada este caso é o apogeu.
Discussões sobre veracidade, privacidade, nos comentários, por favor.
Como diria Madonna, express yourself.

(Nota do Portal Verdes Mares, de ontem, dia 13/12)
Quando a gente é testemunha audio visual das coisas tem a obrigadação de contar o que viu e ouviu. A criação do quadro Vô num Vô, com este nome e formato, é do André Machado, o chefe da edição do Pânico na TV. As expressões 'eu vô' e 'num vô', já eram usadas pelo Carlinhos. A idéia dos adesivos foi minha. Mas eram só palavras. A primeira vez que Carlinhos disse isso no ar 'eu vô' pra uma garota, foi diante do fórum, quando transmitíamos o primeiro julgamento de Suzanne Richthofen.
André transformou os termos num quadro do programa, com formato definido. Vinícius e Carlinhos aprimoraram e fizeram grande sucesso, dando vida à idéia criada especialmente para eles.
Agora que é oficial e eles estão mesmo no Show do Tom, achei que seria o caso de esclarecer.Just for the records...
Porque, você sabe, a criação é invisível para alguns telespectadores mas não pode ser invisível para o mercado.
Outro dia, uma garota disse que achava demais o jeito que o Emilio ía 'falando de improviso' sobre as matérias. Ou seja, para ela texto, locução, off, redação, edição, simplesmente, não existem, da mesma forma que para milhões de pessoas a câmera não está lá, apenas, seus olhos. Pronto, era isso, só um registro.
Porque, você sabe, como eu adoro dizer sempre, pessoas jurídicas não têm sentimentos.
Bom dia.
PS - Fiquei super feliz pelo Carlinhos e Vinicius, a festa de despedida deles no Pueblo foi um sucesso. Todo mundo foi. Não pude ir, estava acabada e tinha que acordar muito cedo. Pena, eu adoraria ter ido lá.
aqui.
Vai saber os critérios que foram usados.
Agora eu fui mesmo.
A vontade é de abrir as comportas das queixas e falar das horas de trânsito e chuva, dos documentos e cópias autenticadas, da torcida pelo resultado do vestibular, das negociações com o divino em busca de apoio. Vou deixar tudo pra lá, inclusive o resultado da FUVEST que ainda nem saiu.
Fato é que agora começa a última etapa. A facu. E o esforço para pagar o boleto que é realmente uma coisa pesada pra uma mãe.
Mas tudo vai valer a pena. Mãe é mãe. Não importa se é lavadeira, professora, redatora ou prendas do lar. Mãe quer ver cada filho crescer e triunfar. Vivo, com saúde e feliz.
Perdoe o momento tão prosaico mas é a primeira vez que passo por isso, ver um filho entrando num curso superior. É uma emoção, ainda mais para quem veio de uma família onde isso era tão raro e impensável (e impagável...)que acabei sendo a única de todos os lados da árvore a conseguir estudar. E isso porque a universidade era gratuita.
Estou realmente feliz.
Feliz e atrasada.
Hora de tomar banho, voltar pro trânsito e pra chuva e trabalhar.
Muito motivo pra sorrir, muita conta pra pagar.
Sempre estranhava quando ouvia Edson Arantes do Nascimento falando sobre o Pelé, como se fosse uma 3a. pessoa. Ainda estranho quando algumas celebriades falam de si desta forma. Mas faz sentido.
Todo mundo tem a sua identidade. O que é imutável. Seu nome, sua filiação, as coisas que a definem na essência. (Observação para os chatos: tá, a pessoa também pode mudar de nome, sexto, etc. Feliz?)
Além da identidade temos também outras facetas, aspectos, outras...entidades, além da id-entidade.
Costumo me sentir inteira no que faço. Porém, quando escrevo aqui e intencionalmente suprimo alguns detalhes pessoais estou assumindo a entidade de blogueira.
Há pessoas que tem várias e distintas entidades e são capazes de assumir até mesmo personalidades diferente. Tem gente que sabe se 'perfazer' publicamente, mostrando-se de um jeito que não é no particular. Já conheci vários simpáticos profissionais que no trato pessoal era praticamente insuportáveis.
Ouvi na Eldorado AM que quando alguém se refere a um rei ela pergunta 'Como Vossa Majestade está se sentindo', assim, na 3a. pessoa, porque a 'Majestade' é uma espécie de entidade que habita aquela pessoa. É como se eu perguntasse como o Querido Leitor que há em você está feliz neste dia.
E você? Além da sua identidade, tem outras...entidades em si?
Adoro ler comentários interessantes, espertos, adoro emails bacanas, links que não conheço. Bom é o que não é obvio, a idéia que pára em pé, as coisas que fazem sentido, as inesperadas.
Chato é o que é clichê, a frase feita, o que é médio, o que é chavão, o que é medíocre, o que é pobre de espírito, que não fecha o circuito. Chato é a agressão na falta de argumento, é a pessoa que quer ser o que não é, que tenta parecer sem ser, que ostenta para se provar.
Tanto faz se a pessoa tem dinheiro, tem cultura, tem sucesso. Isso não faz diferença na convivência. A pessoa pode ser pobre, inculta, anônima e bacana. Em geral a gente acaba gostando mesmo é da figura que é...única.
Como todos poderiam ser.
Mas muita gente constrói uma vida toda em cima de idéias compradas, crenças sem nexo, medos patológicos, iras injustificadas e vira assim, apenas mais um boi no pasto, mais uma erva no mato, nada mais.
O livre arbítrio existe.
E não importa de onde você saiu, importa aonde você vai e qual o caminho que segue.
Tem muita gente chata e desagradável, que exala cheiros ruins, no sentido lato e também no figurado.
Mas tem muita gente maravilhosa, que cruza o nosso caminho e nos enche de luz.
Sou grata a todos os que me fazem bem.
2. Alexandre Oliveira - Boato velho é sempre um porre. É o pirata com data de validade vencida. Sem chances.
3. Jonathan - Você é muito engraçadinho. Quer a vaga do Carlinhos ou do Gluglu? O programa tem 4 anos e você gosta de uma coisa que durou 2 segundos e foi ao ar uma vez. Tá bom, então.
4. Alex Sens - Eu tinha um papagaio que pensava como você.
5. Lucia - Rato come qualquer coisa, inclusive queijo. Não é mito.
6. Lampião - Como foi que você concluiu que o humorista mala tem potencial, só porque eu não gosto dele? Acho que o fato de você defender alguém que você nem sabe quem é reflete o fato de que você está se projetando nele, percebe?
O boato é velho e recorrente.
Se quiser um boato novo, crie o seu.
Tente 'Eliana está grávida do primeiro filho' ou 'Xuxa é contratada pela Record'.
Parece um roedor na chuva: cinza, frio e úmido.
Bleargh.
Vou pro Pilates.
Mesmo sem respirar direito.
Acontece com todo mundo. Aconteceu comigo ontem, às avessas.
Tutinha comentou que um rapaz jovem com quem ele foi jantar havia recomendado um humorista que está fazendo um suposto show de humor no teatro junto com uma trupe ou com amigos, não sei exatamente. Mas não lembrava o nome dele e pediu para que eu procurasse no YouTube mesmo assim.
Como temos entrado em contato com muitos humoristas aspirantes há muitos meses, para nutrir o programa de rádio, não foi difícil saber de quem ele falava. Assim que chegamos à conclusão eu, Daniel e todos os presentes dissemos que não recomendamos o rapaz. Ele é chato, robert e é do tipo que para aparecer faz qualquer coisa na vida. Sem contar que ele não se dá bem com um dos integrantes do nosso elenco. Ou seja, riscamos o nome do dito cujo do caderninho do Tutinha.
Assim é a vida.
Se você é arrogante, chato, robert, metido e coleciona inimigos, não será o chefe que vai cortar você, mas as pessoas que poderiam ter sido seus colegas.
As ligações mais difíceis não são com nossos superiores ou subalternos mas com nossos pares.
E quem era não faz a menor diferença entre centenas de novos desconhecidos, tá?
Hoje, o rato que não tem medo de gato.
E amanhã, o quê?
O gato que não toma leite?
Ou o rato que não come queijo?
Gente, muito cuidado.
Fim de ano, é fogo.
Nem que chova. Amanhã será um novo dia, vou acordar cedo e tomar café na padaria!
Não, em casa. E vou pro Pilates. Não só porque sou disciplinada porque preciso pagar a mensalidade.
Aliás, tenho uma pilha de carnês na minha frente que simplesmente me recuso a pagar.
Enjoei deles todos.
Vou pagar os novos e deixar os velhos em tonéis de carvalho...
Pra não dizer coisa pior.
Como é duro ser adulta.
Quando você fica adulto, é pra sempre.
A menos que você fique bilionário. Aí você pode bater o pezinho, reclamar e dar piti que tem sempre alguém mal pago e apavorado pra cuidar de ti.
Beijos,
Ro

Quero fazer uma recomendação: Tari Brasil. O domínio é ponto com, www.taribrasil.com mas os produtos são orgânicos e brasileiros. A assinatura da Tari Brasil também é muito bonita: presentes que alimentam. O site é arejado e bonito, os produtos são da melhor qualidade e contém toda simplicidade da sofisticação. As entregas podem ser feitas em domicílio dependendo da região. É só você ligar antes e perguntar ou mandar um email.
Como as cestas são exclusivas e os produtos são artesanais você perceberá que os preços são mais elevados do que dos produtos industrializados.As quantidades também são superiores às que você vê nas fotos, portanto, não deixe de perguntar tudo durante o contato. Você notará também que são presentes únicos e originais, a começar com as embalagens.
Uma coisa é certa: quem receber uma cesta assim certamente vai se sentir muito lisonjeada. E feliz.
Sem contar que tudo é gostoso e saudável.
Antes de qualquer coisa quero dizer que gosto muito dos dois. Vinícius é um cara sacado, um grande talento como humorista e imitador, um artista que além de tudo também é extremamente musical (ele é cantor também). Carlinhos tem aquela genialidade única dos que sabem rir de si e da vida. Ele é terrível, rápido, inteligente, não deixa passar nada. Nada mesmo. Pra tudo ele tem um comentário, uma vinheta, uma resposta. Sim, Carlinhos não obedece a nada, é um transgressor natural. Mas é uma pessoa bacana, sentimental e sobretudo, iluminado pelo dom.
Como todos nós, eles também tem defeitos.
Mas como a vida é empírica e experiência não é transmissível por via oral ou verbal, eles tomaram a decisão que lhes pareceu melhor. E eu desejo toda sorte a essas duas andorinhas que bateram asas e migraram juntas no verão.
Eu aqui, gripada, com cara de ante-ontem, estou tentando manter a calma e o prumo, para terminar todas as tarefas até sexta-feira, data em que todos embarcam no Pânico no Navio.
Não vou. Vou mergulhar sob os edredons e recuperar a energia perdida.
Salvar e Publicar vem a provar que estamos longe da iluminação interior.
Até a volta.
Deve haver um vórtice que suga roupas queridas e guarda-chuvas para algum buraco negro no universo de nossas vidas.
Sad but true.
Na hora do almoço decidi caminhar até a Jovem Pan para evitar o trânsito congestionadíssimo da cidade, após uma desocupação que deixou 29 quilometros de rastro pelas marginais, obrigando até o Denilson a chegar atrasado no programa da rádio jovem pan fm.
Esqueci o boné e fiquei com preguiça de pegar os óculos escuros mas tive uma idéia prática pra enfrentar o sol e a distância: um longo pedaço de plástico bolha.
No começo fiquei um pouco constrangida de carregar o plástico pendurado por isso dividi-o em três partes e fui estourando bolinhas. Nas esquinas e cruzamentos colecionei alguns pares de olhares de reprovação. Ao estourarem as bolhas fazem aquele barulho de tec característico. Algumas pessoas devem ter ouvidos sensíveis a este som, a julgar pela cara que faziam pra mim.
Consegui concatenar as variáveis de forma tal que cheguei no prédio exatamente no horário prevista, com poucas dezenas de bolhas ainda por estourar.
O resto você já sabe. Muitas horas bunda na cadeira, muitas horas de textos digitados mais a reunião de criação. Felizmente consegui dar conta de todas as tarefas.
Por causa do ar gradiente de temperatura entre a sala gelada pelo ar condicionado e o abafado do resto do andar, espirrei incontáveis vezes. Ao chegar na rua, fui surpreendida pela garoa gelada,às dez da noite. Peguei um taxi, vim pra casa, tomei um lanche, um café.
E aqui estou eu para dar uma ultima olhada no TCC do grupo de formandos do qual farei parte da banca amanhã cedo, 8:30h.
Assim foi meu dia, querido leitor, querido blog, querido mundo.
Vasto, imenso, desbaratado, atarantado, delicioso mundo.
Obrigada por tudo e até já.

Não me pergunte como eu cheguei até a coluna do Ovadia Saadia. Mas ele publicou umas fotos da Xuxa no tempo em que ela namorava com o Pelé. Eu a conheci nesta época, na Band.
Colbie Caillat - Bubbly
I've been awake for a while now
you've got me feeling' like a child now
cause every time i see your bubbly face
i get the tinglies in a silly place
It starts in my toes
makes me crinkle my nose
where ever it goes i always know
that you make me smile
please stay for a while now
just take your time
where ever you go
The rain is falling on my window pane
but we are hiding in a safer place
under the covers staying dry and warm
you give me feelins that i adore
It starts in my toes
makes me crinkle my nose
where ever it goes
i always know
that you make me smile
please stay for a while now
just take your time
where ever you go
What am i gonna say
when you make me feel this way
I just........mmmmmmmmmmm
It starts in my toes
makes me crinkle my nose
where ever it goes
i always know
that you make me smile
please stay for a while now
just take your time
where ever you go
I've been asleep for a while now
You tucked me in just like a child now
Cause every time you hold me in your arms
Im comfortable enough to feel your warmth
It starts in my soul
And I lose all control
When you kiss my nose
The feelin shows
Cause you make me smile
Baby just take your time
Holdin me tight
Where ever, where ever, where ever you go
Where ever, where ever, where ever you go... (menos)
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Durante os muitos anos que trabalhei na Jovem pan FM, sempre fiz as paródias, as músicas de final de ano, os temas das estações. Eu fui a letrista oficial de muitas bobagens e paródias. E de algumas coisas sérias. Depois, saí, voltei, nessas marés da vida. E outras pessoas fizeram trabalhos belíssimos de letras e músicas para a rádio. Seu Tuta tem um carinho especial pelo tema de fim de ano, que fiz nos anos 80 e que toca na Jovem Pan AM até hoje. Todo ano quando a música toca meu marido fala, 'olha lá a sua letra'. É um pot-pourri de sucessos. No FM, o tema é outro e a letra não é minha. Mas o Luiz Augusto e o Emilio pediram pra que eu mudasse um pedaço da letra, para ficar mais bacaninha. Dei uns pitacos. Luiz Augusto mandou o resultado que está no ar. Adorei. É gostoso fazer parte mesmo que seja só com algumas linhas.
Uma outra definição menos luxuosa e ideológica é aquela que diz que a pessoa é tão louca que ela 'come cocô'. Existe um nome oficial para este desvio de conduta, chama-se coprofagia. Alguns animais fazem isso, bebês experimentando o mundo podem chegar a fazer isso. Mas adultos que fazem ou simulam o ato formam uma categoria especial de doentes mentais.
Pois segundo pesquisas básicas e intercoxais realizadas na rede, um brasileiro produziu um video que virou meme chamado "Two Girls One Cup" (Duas garotas, uma xícara) cujo verbete em inglês na Wikipedia. O video teria sido feito por um brasileiro fetichista e doentio mostrando cenas da mais pura escatologia. Pior, cenas de coprofagia misturada com erotismo. Ontem, um leitor me pediu ajuda para achar o video original.
O video não está no YouTube mas o site traz milhares, realmente milhares de videos de 'reações' de pessoas vendo as cenas em questão. As pessoas passam mal, vomitam, tem ataques. Há também versões de humor e paródias de todos os tipos. Já surgiu um suposto video 'pior' do que 2G1C, o Two Girls one Finger. Aqui vai um video-reação de bom gosto.
Como todo video ofensivo, grosseiro, escatológico e desagradável, ele levanta todos os tipos de lendas e suposições. Uma delas vem no sentido de amenizar a realidade se é que isso é possível e garante que as fezes usadas são na verdade chocoalte ou manteiga de amendoim. As produções de TV, quando precisam simular cocô de cachorro para uma gravação, por exemplo, usam latas de docinho pronto, tipo cajuzinho. (Desculpe mas eu tenho que contar e rir. E ainda vou ajudar você com a dieta. Garanto que você nunca mais vai laricar um cajuzinho em lata depois disso.)
Pois bem, não sou tão curiosa assim e, embora me sinta sempre na obrigação de saber sobre o que estou falando, o que implica em passar pela experiência de ver o video que estou comentando, decidi não fazê-lo. Achei a peça original, vi alguns frames, mas definitivamente não é a minha vibe. E não tenho a intenção de gravar um video de reação. Portanto, estou bem assim.
Se você quiser procurar mais, ver o video, ver as reações, aprofundar-se no assunto ou ainda mergulhar de cabeça nesta doença humana, digamos, sem querer fazer piada escatológica, este video é um prato cheio. Ou whatever.
Mais links:
.YouTube: reação de Caco, o Sapo ao video. Tem um trocadilho ótimo com 'eat that shit' e cenas subjetivas de Kermit fazendo o que Woody Allen chama de 'sexo com a pessoa que ele mais ama no mundo', ou seja, ele mesmo
Há várias teses sobre este fenômeno do bordão que faz mais sucesso no Brasil do que em outros países. Uma delas é que o brasileiro gosta de 'emular' a piada para que ele seja o engraçadinho. Ele empresta a ferramenta da tv, do rádio e usa-a em seu dia-a-dia para fazer graça em seu círculo pessoal.
Outra tese é o perfil infantilizado do brasileiro médio. Todo mundo sabe que crianças adoram ver o mesmo desenho, filme, programa, centenas de vezes. O que é igual, repetido, dá conforto à mente, segurança. A criança já sabe o que vai acontecer, antecipa a próxima cena. E saber o que vai acontecer é o sonho de toda criança insegura. Ou adulto. O bordão é uma forma de antecipar o final, a graça. O telespectador já sabe onde vai chegar e não terá suas expectativas frustradas. O bordão virá,pronto para aplacar a insegurança infantil e oferecer um brinquedo para agradar a turminha.
No dicionário, entre outros significados, podemos ver a definição "palavra, expressão ou frase que um indivíduo repete viciosamente ao falar ou escrever".
Bordão, é vício.
O professor também mandou uma bela piada do carro corinthiano , projetado pelo Rubinho Barrichello, especialista em segundo.
Respire fundo.
Acalme-se.
Deixe a ira do lado de fora do blog.
Vamos falar sobre violência.
A nossa.
Rodrigo Acetose mandou alguns que vou postar aqui. O primeiro é do site do Fantástico, que mostrou cenas reais de uma briga de trânsito.
Os outros dois links enviados por Rodrigo são os perfis dos agressores no Orkut.
Este é o perfil do Martinho.
. E este é o perfil do Mauricio.
É tudo muito assustador. A violência urbana, a violência do cidadão contra outro cidadão nas ruas, a violência de uma forma geral. O descontrole selvagem dos três rapazes. Contra uma família, um pai, uma mulher grávida, uma criança.
O mundo não está sofrendo apenas com o aquecimento global do clima mas com o aumento de entropia e caos entre os humanos.
Dá medo.
- avisa o jornalista que a Mariana Kupfer também acaba de sair do Pânico.
PS - Aproveite para ler a entrevista do Mendigo na Sexy. Vale a viagem, acredite. 1a parte, e a 2a.parte.
Veja o caso da palavra 'apelação'. Tirando o sentido jurídico, o vulgo liga apelação à sexo. Quando um veículo de comunicação usa imagens eróticas todos dizemos que trata-se de uma apelação. Mas há outros tipos de apelação que não são sexuais. Um programa de tv pode apelar para a violêncio ou para o assistencialismo, para chamar a atenção. Você pode 'apelar' não só para sentimentos libidinosos mas também para a pieguice.
Particularmente acho estes últimos mais perigosos. Enquanto o sexo é desnudo e descarado, o assistencialismo pode ser lobo-mau disfarçado de carneirinho para crianças.
Sempre desconfiei de todas as celebridades que divulgam suas benemerências, especialmente usando crianças. Quer fazer, faça, por favor. Mas...por que os assessores de imprensa divulgam a foto da entrega da ambulância? Ou ainda, por que noticiam e avisam as redações das revistas que uma celebridade vai a tal lugar fazer uma 'caridade'?
Cada um tem um conceito. Para mim, o expoente maior da apelação não é o caminho que exibe o corpo para encher os olhos e despertar desejos e sim a pinguela frágil que atravessa os rios de lágrimas transformando em marketing o que poderia parecer apenas caridade.
Bacana mesmo era o Ayrton Senna, que ajudava as crianças com câncer, doava grandes somas para montar alas de oncologia infantil sem jamais usar isso para se promover.
The good die young.





